Vida: O Nosso Momento Fugaz
Estaremos no mundo por um tempo tão breve que não dá nem um instante no tempo eterno do universo. Enquanto cientistas e astrônomos falam em períodos de bilhões de anos, o que é difícil até de imaginar, nossa vida não chega a um décimo deste valor. Somos, na verdade, criaturas tão efêmeras quanto as borboletas.
De fato, pensando de forma comparativa, pode-se dizer que somos as borboletas do universo. Nascemos num dia e, quando nos damos conta somos estudantes mirins. Depois adolescentes, jovens, adultos, idosos e, então, partimos. Tudo isso num abrir e fechar de olhos, comparativamente falando.
Com isso em mente, você já parou para pensar qual é a marca que você deixará no mundo? Pelo que as futuras gerações se lembrarão de você? Ou será que você tem vivido sua existência apenas cuidando de seus assuntos particulares, sem se importar em ajudar mais ninguém? Ou, o que seria ainda pior, será que você tem dedicado cada minuto da sua existência a aumentar ou provocar o sofrimento e a dor de outras pessoas?
Viver é uma arte. E, como toda arte, exige talento, técnica, maestria. Mas sobretudo, toda arte requer amor. Não dá pra ser artista se você não ama o que você faz. Talvez o que te falte seja aprender a amar. Aprender a reconhecer no outro um irmão, um igual. Sem isso,nos tornamos egoístas e frios e passamos a agir como se apenas nosso bem estar importasse. E isto nos torna seres cruéis e insensíveis.
Não estou dizendo que você deve se tornar um santo, nem sair jogando dinheiro na rua. O que estou pensando é em como devemos nos comportar diante do sofrimento do outro. Se você não pode ajudar naquele momento que alguém te pede, você pelo menos sente tristeza por sua dor? Você tenta imaginar alguma forma de ajudar as pessoas mais carentes? Ou você se zanga contra o pobre porque eles são muitos e porque te pedem um pedacinho de pão? Pois, pasmem, há quem agridiria uma pessoa por pedir um prato de comida.
Embora o coração do homem seja um mistério - num dia estamos muito bondosos e emotivos, e no outro somos completos cretinos - podemos educar o nosso caráter e nos tornarmos mais humanos, menos t. Que possamos refletir sobre isso e, se não pudermos fazer grandes obras de caridade, como alguns de maior coração fazem, que possamos fazer dos pequenos gestos de bondade a nossa rotina.