Este blog pertence ao Renato Frossard, e serve como um mural para meus textos autorais. Também pretende ser um espaço de leitura aos que se interessarem por cultura geral, música, filosofia, literatura, educação, ensino, idiomas, culinária e outros assuntos. Renato Frossard é o autor de todos os textos.
sexta-feira, 17 de novembro de 2023
ANDRÉ
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
Les Invisibiles
Les Invisibiles
Renato Frossard
Meus pais tiveram ao todo 8 filhos. Eu sou o do meio. Não sei ao certo o que isso significa mas senti, desde cedo, um peso maior de responsabilidade, de ser aquele que a todos desse orgulho e que ajudasse aos outros. Mas cresci sentindo uma estranha espécie de solidão e de tristeza.
A família mudou-se para uma cidadezinha no interior de Minas Gerais, lugar que ainda estava começando a se formar e a se firmar. Ali moramos primeiro de aluguel e, depois, meu pai comprou uma casinha com o dinheiro de um prêmio ganhado na loteria mineira. O sonho da casa própria se tornava realidade.
Eu e meu irmão fomos matriculados na escola primária, pois, por causa dessas mudanças constantes, meu irmão ficou com a idade defasada em relação ao ano escolar. Já as minhas irmãs foram para o ensino fundamental. Os outros ainda não estavam em idade escolar. Íamos todos os dias a pé para a escola e não reclamávamos. Também não era comum os pais levarem seus filhos pra escola. A gente ia sozinho mesmo.
Meu pai trabalhava no centro da cidade, mas depois transferiu a oficina para a nossa casa no bairro onde morávamos. Sempre lutou muito para manter a família e sempre teve muita fé. Sinto orgulho de seu exemplo, mas, ao mesmo tempo, me ressinto de que o mundo o tenha tratado tão mal. Aliás, por que será que o mundo trata tão mal as pessoas boas?
Minha mãe… Ah, minha mãe. Complicado dizer sobre minha mãe. Um pequeno ato que gerou grandes consequências fez o casamento de meus pais chegar ao fim. Mas mesmo antes disso, nossa relação com nossa mãe era complicada. Ela não era muito de beijos e abraços e se preocupava mais com que cada um se ocupasse de alguma tarefa e que cumprisse suas obrigações. Também batia na gente, surras monumentais, quando quebrávamos alguma regra. Só depois de velho e quase na hora da morte de mamãe eu entendi melhor o seu sofrimento. Pena eu não ter entendido antes. Passei a vida toda julgando-a e deixei de apoia-la mais. Deixei de abraça-la mais.
Eu e minha família, desde que eu me entendo por gente, fomos os caudas da sociedade. Nunca conseguimos ascender muito socialmente e meu pai passou a vida inteira nessa casinha que comprou por sorte. Sopinhas de escola muitas vezes ajudaram a gente a encher a barriga e a escola era, pra mim, um meio de ter esperança de conseguir um emprego no futuro. Eu não entendia muito bem porque ou para quê eu estudava. Apenas enchia minha cabeça de informação, sem de fato desenvolver o pensamento crítico. Foi apenas anos mais tarde quando cursei o colégio que passei a entender que a pura memorização não trará necessariamente benefícios. É preciso desenvolver a capacidade intelectual para entender o complexo e injusto sistema social e, assim, tentar minimizar os impactos prejudiciais desse sistema em nossa vida. Basicamente, já sabemos, o sistema é assim: ricos pra cima, pobres pra baixo.
Tentei várias coisas, cursos, provas, exército, indústria e comércio. Mas só através da formação universitária encontrei realmente um caminho profissional. Mas, como nada é definitivo, de uma hora pra outra, o que parecia ser uma sólida carreira profissional no serviço público, foi colocada em dúvida. De repente, me encontrei como no início: só o pó e a caatinga.
Sociedade é uma palavra complexa pois envolve tudo aquilo que nos permite viver, mas também protagoniza tudo o que temos de ruim: a injustiça, o preconceito, a discriminação. Porque os pobres são temidos pelos ricos, que se opõem a sua ascenção social? Por causa de uma interpretação errônea, um medo infundado dessas pessoas de que a ascenção do pobre as prejudique quando, na verdade, só traria uma sociedade mais justa e igualitária. Mas, ao contrário, somos les Invisibiles, pessoas sem rosto e sem vez, sempre os últimos na cadeia de prioridades da sociedade e dos governantes.
Vou concluir esse texto mais por força da brevidade do artigo, mas esse assunto ainda poderia render muitos e muitos parágrafos. Porque a sociedade parece querer nos apagar do mapa? De onde vem tanto ódio? Só me resta refletir e ter fé de que as coisas ainda vão melhorar. Preciso levantar a cabeça e olhar para frente. Recomeçar. Por outro lado, preciso assistir silenciosa e respeitosamente ao esforço de artistas, lideranças, políticos, sacerdotes, donas de casa e de tantos outros atores que lutam contra a injustiça social. Fazer com que a minha voz silencie durante a transmissão de seus programas e reportagens, também é uma forma de dizer que eu também luto por eles.
Saber Esperar
quarta-feira, 15 de novembro de 2023
Diário - Atualizaçaão diária
Diário
16/11/2023------------------------------------------------------------------------------
15 de Novembro de 2023
Estou começando hoje, por isso cobrirei também os eventos dos últimos dias. A IFE cortou quase todo o meu pagamento, o que me deixou muito triste e aflito. Num primeiro momento eu não entendi direito o que havia ocorrido. Depois, fui compreendendo que eles não cessaram de me atacar e que, qualquer oportunidade, tentarão me afligir e me fustigar com castigos.
Fiquei deprimido e zangado. Xinguei muito. Foi extremamente doloroso constatar que, apesar de todos os meus argumentos, a IFE não cumpre as leis em relação aos direitos humanos e civis. Me pergunto, às vezes, que tipo de pessoa pode viver para causar sofrimento em outras pessoas e respirar para fazer mal? As pessoas que estão por trás desse desconto injusto, não a que fez o lançamento, mas aquele que ordenou sua execução, não deve ser de carne e osso.
Mas, felizmente, o golpe que me deram me aproximou mais de Deus essa semana. Senti que devia finalmente me desapegar de algumas coisas e me aproximar de Jesus. Em meio a toda a depressão que este ocorrido me causou, tentei cultivar a esperança e a fé. Afirmei a mim mesmo que posso recomeçar do zero e que vencerei, com a ajuda de Deus.
Infelizmente, o grupo de pessoas que tem me atacado há cerca de 10 anos foi cruel essa semana. Atacaram como se algum evento mágico lhes tivesse aberto um portal. Usaram toda sua baboseira para causar ainda mais sofrimento. Gritos de criança, esfregar de pés, avançar com o carro para cima de mim, criar motivos para discutir, ficar indo e voltando em minha direção, cruzar forçadamente meu caminho, disparar alarmes sem necessidade, bater portas, e comentar, comentar, e mais comentar sobre algo que supostamente diria respeito a mim. Tudo isso, como sempre, fazendo parecer que é normal, que se você tentar repelir a pessoa ela dirá: Ainnn, você está loucoamm! Minha cabeça dói, meu corpo está cansado. Estou cheio de dúvidas em relação ao futuro e isolado de todos. Não me deixam trabalhar ou conseguir alguma renda extra, a não ser que um bom amigo resolva dar oportunidade. Estou lutando para reconstruir minha fé. Sinto me um tolo por ter permitido que me afastassem de minhas funções no órgão. Devia ter batido pé e dito que não me afastaria e que o diretor não tinha direito de me impedir de trabalhar como ele fez. E tudo isso ocorreu na pandemia, e não me deram nenhum apoio ou suporte naquele momento difícil. Fiquei literalmente na rua.
Hoje me senti meio febril, pois o calor estava muito forte. Tomei um longo banho frio, mas a água estava até morna. Depois que saí do banho tive calafrios. Me aqueci e orei com um vídeo de healing scriptures with soaking music. Esse vídeo é poderoso contra as obras do inimigo. Estou me sentindo um pouco melhor. Estou tentando manter o silêncio e a minha resiliência. Sei que Deus não está preso no papel!
Renato
terça-feira, 14 de novembro de 2023
Um Mundo Doente
Um Mundo Doente
O mundo está doente e ele quer nos adoecer. As pressões que enfrentamos dia a dia, vindas de todos os lados, torturam nossa mente quase todo o tempo. E de tanto esses estímulos se repetirem, desenvolvemos padrões de comportamento que se assemelham aos demonstrados nas diferentes doenças mentais.
Não sei se isso ocorre com outras pessoas, se ocorre sincronamente ou assincronamente com outras pessoas, mas uma convivência forçada com a doença mental alheia tem sido o estopim para muitas dificuldades e sofrimento. E, infelizmente, a sociedade tem preferido ignorar o fenômeno. As pessoas preferem atribuir tudo a uma alucinação ou delírio da vítima, inclusive os psiquiatras. Como se o alarme de carro que está importunando a cada minuto fosse apenas minha imaginação, ou se o motorista que joga seu carro sobre o pedestre na rua não existisse. Agressões infundadas e sem sentido contra pessoas inocentes.
Quantas vezes tive o ímpeto de xingar e censurar essas pessoas pelos seus atos. Cheguei mesmo a sentir raiva, ira. Mas aos poucos fui entendendo a inutilidade disso. Mas as pessoas foram se tornando mais ousadas e agressivas, a ponto de nos ofender dentro de nossa casa. Então, embora eu reconheça a importância dos médicos psiquiatras no enfrentamento dessas coisas, acho que é urgente o posicionamento das autoridades diante desse problema social. Colocar toda a culpa nos “devaneios” da vítima não ajuda muito, na minha opinião.
Certo poeta disse uma vez: “cure o mundo!” Mas será possível curar o mundo sem antes curar a si próprio? Não creio. Acho que primeiro precisamos de cura para a nossa alma para, somente então, podermos pensar em ajudar outras pessoas. Curar o nosso coração para então curar o coração de outros. E a melhor forma de se conseguir fazer isto é nos entregando a Jesus. Jesus nos ajudará, não importam as circunstâncias, nunca nos deixará. E quando Ele tiver terminado sua obra em nós, não haverá loucura que tire a nossa paz.
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
Linchamento Social
Linchamento Social
Renato Frossard
Há casos em que a justiça se omite no papel de apurar culpas e responsabilizar culpados? Tenho testemunhado casos em que, infelizmente, isso acontece. Como nos crimes de linchamento, em que uma pessoa é covardemente atacada por uma gangue ou até por uma população inteira, ou nas brigas de torcida de futebol, onde as autoridades sentem dificuldade em encontrar e nomear os responsáveis por uma ofensa que causou prejuízos, danos, ferimentos ou até a morte de outra (s) pessoa (s).
No linchamento social ocorre algo semelhante. Uma pessoa, por alguma razão, torna-se vítima do preconceito, velado ou explícito, de um grande número de outras pessoas com ideologias e crenças diferenciadas. Embora a pessoa seja cruelmente atacada, torturada e machucada com palavras, ofendida em sua intimidade, em seu senso de valor e autoestima, ela fica sem saber como agir ou se defender. Porquanto, muitas vezes, os ataques não ocorrem de forma direta, a pessoa é forçada a conviver com agressões diárias, com ofensas terríveis e com truques mentais que a fazem desconfiar de todos que dela se aproximam, até mesmo dos amigos mais chegados. A pessoa nessa situação começa a perder a tranquilidade e a naturalidade em suas ações. Pode se tornar excessivamente gentil e comedida ou começar a ter episódios de descontrole e explosão. Não raro, a pessoa começa a verbalizar e a falar “sozinha”, mas está, na verdade, se dirigindo aos seus agressores, pois esta é a forma que ela encontra de responder àqueles que a atacam.
A vítima de linchamento social pode se tornar deprimida e sem vontade de viver. Pode passar a ter ansiedade constante e a não conseguir encontrar alento ou esperança. De fato, num processo como esses, em que nem mesmo os familiares parecem entender o que a vítima está passando, somente os mais resilientes sobrevivem. Não é comum que o linchado escolha a autoexterminação como forma de sair do problema.
Caso você esteja sendo vítima de linchamento social ou ideológico, procure o quanto antes a ajuda de um psiquiatra para que ele te ajude a iniciar o processo de enfrentamento. Os medicamentos te ajudarão, num primeiro momento, a ter mais clareza e a encontrar formas de agir. Procure se aproximar de pessoas que você considere extremamente justas e corretas, pois será mais difícil desconfiar delas, e você poderá contar com seu apoio. Medite e ore pois a espiritualidade torna-se vital quando se enfrenta um problema assim. Ache um lugar e momento que você possa extravasar, gritar é até xingar, pois você precisa eliminar a raiva e o negativismo. Não tente guardar toda a raiva dentro de você, pois isso te destruiria. Se dê o direito de expressar, de forma controlada e que não seja diretamente dirigida a ninguém, a sua insatisfação e indignação com aquilo que estão te fazendo. Cante, dance, se exercite. Tente rir um pouco de si mesmo e fazer piada com sua própria situação. O humor é uma arma poderosa nesta luta.
É muito triste constatar o quanto os seres humanos podem ser maus uns com os outros. Mas não é surpreendente, pois sabemos de guerras, chacinas e massacres. As pessoas estão perdendo a compaixão. Estão se tornando insensíveis e, por outro lado, estão se tornando extremamente críticas do comportamento do outro. A justiça que se cobra do outro está se tornando muito mais rígida do que a justiça que alguém cobra de si mesmo. Mas não adianta se ressentir e tornar-se amargo, pois isso só piora as coisas. É melhor, já que a justiça se omite em fazer o seu papel, esquecer o desejo de vingança e de desforra, e voltar nossos olhos e intenções para ajudar outros sofredores que estão à nossa volta. Será uma ótima oportunidade de abraçar outras pessoas e, em troca, ser abraçado de volta.
domingo, 12 de novembro de 2023
Passando O Sabão
sábado, 11 de novembro de 2023
Como Recuperar a Fé Após Inúmeras Derrotas?
Como Recuperar a Fé Após Inúmeras Derrotas?
Renato Frossard
Nos últimos anos tenho passado pelos momentos mais difíceis de minha vida. Tornei-me, inadvertidamente, vítima de haters e perseguidores. Essas pessoas dificultaram minha vida profissional, emocional e espíritual de uma forma ferrenha. Conseguiram atrapalhar minha moradia, tiraram meu emprego, dificultaram minha aprovação em concursos e a conclusão de programas educacionais. Todas essas coisas não conseguiram abalar minha fé, no princípio, mas conquanto foram se prolongando e não cessaram, começaram a plantar uma semente de dúvida e desesperança.
Não é que eu não tenha fé, eu tenho muita fé para algumas coisas como a fé de que nunca me faltará o alimento, que não me faltarão amigos e que Jesus estará sempre ao meu lado. Mas, por tantas vezes me frustrar, me falta a fé de que conseguirei um trabalho ou de que conseguirei ainda fazer algo útil de minha existência. Fraqueja a minha fé de que os seres humanos se tornarão melhores ao longo do tempo, ou que as pessoas que me prejudicaram com mentiras voltarão atrás.
Mas tenho orado a Deus e procurado recuperar a minha fé a cada pequeno passo. Se hoje subo uma montanha, amanhã, um pequeno salto já será o suficiente. Se me atacam com verbalizações, estou aprendendo a silenciar. Se a mente se cansa, estou aprendendo a desligar. Se os inimigos avançam, aprendo a recuar. Mas o maior obstáculo para a fé, certamente, é a falta de humildade. Venho trabalhando nisto, para vencer a maldade das pessoas e seu ódio infundado.
Sei que vou recuperar a fé e que vencerei as minhas batalhas. Embora não seja fácil viver em um mundo barulhento como o nosso, é possível encontrar um lugar dentro de nós mesmos para estarmos a sós com Jesus. No templo de nosso coração, podemos nos refugiar com ele e conversar com o nosso Deus. A bondade de Jesus então flui em nós e salta para a vida eterna. Peço a Deus que me ajude a voltar a crer no Deus que desmancha exércitos inteiros e que faz até o mar se abrir e a tempestade se acalmar. Ele será vitória por mim.
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
O Verdadeiro Mestre
O Verdadeiro Mestre
O Verdadeiro mestre não valoriza medalhas, troféus, prêmios. Nem se preocupa em receber condecorações. Mas se alegra muito quando o menor de seus alunos vence a si próprio e avança no aprendizado.
O Verdadeiro mestre, muitas vezes, nem imagina a grandeza de seus atos, porque tudo o que faz é natural. Afinal, estender a mão a alguém necessitado, repreender o erro de um discípulo, zelar pelo bem estar de seus estudantes, tudo isto, faz parte de sua natureza.
Um mestre de verdade é aluno de Deus. Aluno da vida.
Ele sempre será pai de muitos, mesmo que tenha apenas um filho.
Ele sempre será sábio, ainda que seja jovem.
Sua armadura é sua integridade. Sua força é sua bondade.
O mestre sabe que seus alunos sempre o ouvem, porque ele se sabe amado.
Ele está sempre acessível, mesmo quando tantos o buscam.
O Mestre é uma fortaleza de humildade em meio ás tempestades da presunção humana.
Do aluno Renato Frossard, para o querido mestre Neweton Antônio de Lima Adas, UM VERDADEIRO MESTRE: Sensei, esta é uma singela homenagem à você, por tudo que você representa pra mim, como professor, mestre, amigo e treinador. Um irmão de verdade e um pai no Karate-do.
Ao querido mestre Júlio Olguim, por todo seu carinho e dedicação ao Karate e por ter me ensinado a dar os primeiros passos nesta arte: Sensei Júlio, muito obrigado por todos os anos de luta e de vitórias em prol do karate. Obrigado por não ter desistido face às montanhas de dificuldades.
Ao mestre Akio Yokoyama por seu excelente e inestimável trabalho na popularização do karate-do em Minas Gerais: Obrigado Shihan Akio Yokoyama.
A todos os grandes mestres que, através de seu amor, trabalho, abnegação e sofrimento, fizeram do karate-do o grande sucesso que ele é em nossos dias.
Oi, tudo bem?
Se alguém só teve sua primeira experiência sexual após os 40, é provável que essa pessoa usou ou usa redes sociais para encontrar parceiros. Hoje em dia são comuns os sites e aplicativos que pretendem conectar as pessoas com base em suas preferências e interesses. Esse é um recurso interessante, sobretudo para o público gay e LGBT, que assim consegue evitar importunar ou ofender alguém que não concorde com ou não se interesse por seu estilo de vida.
Porém, esses recursos nem sempre funcionam, e ainda podem ser perigosos. A experiência me ensinou a filtrar a maioria dos perfis e mensagens recebidas, pois trata-se de perfis falsos e de mensagens sem objetivo, apenas para importunar. É necessário, também, estar atento a mensagens de potenciais criminosos ou pessoas mal intencionadas. Há ainda aqueles que se fazem passar por outras pessoas. Eles colocam uma foto de alguém em seus perfis, mas, quando você as encontra, percebe que não é a mesma pessoa da foto.
Os sites e apps de relacionamento também nos fazem vivenciar situações repetitivas ou conversas que não vão a lugar algum. Começamos geralmente com um "oi", ao que nos respondem "oi". Depois, segue-se um "tudo bem?", "De onde fala?", etc. Às vezes não passa disso. Outras vezes, a conversa se estende um pouquinho mais, umas duas ou três frases e se encerra. Não é incomum que a pessoa fique meses, ou até mesmo um ano inteiro sem se relacionar com ninguém, por conta desses perfis fake, ou até mesmo de organizações de hackers e golpistas. Essas pessoas se infiltram nesses programas e se fingem de usuários para atrapalhar o funcionamento do site ou app para quem realmente deseja encontrar alguém. Isso ocorre principalmente nos apps voltados para o público gay.
De qualquer forma, os apps acabam facilitando a vida das pessoas do grupo LGBT, pois permite que elas só se candidatem a encontrar-se com parceiros de interesses semelhantes aos seus. Os apps para pessoas heterossexuais também são comuns e têm milhares de usuários. Porém, é preciso usar estas coisas com cuidado e muita discrição, para evitar cair em ciladas armadas por bandidos.
Talvez um dia as pessoas poderão abordar umas às outras livremente na rua e demonstrar seu interesse. Nesse tempo, os apps e sites de encontros não serão mais tão necessários. Mas até lá, é bom que exista essa alternativa à abordagem direta, que poderia gerar constrangimento ou até nos expor a uma possível agressão. Por enquanto, é melhor fazer o primeiro contato através dessa realidade virtual, para não acabar dançando logo no primeiro encontro.