Este blog pertence ao Renato Frossard, e serve como um mural para meus textos autorais. Também pretende ser um espaço de leitura aos que se interessarem por cultura geral, música, filosofia, literatura, educação, ensino, idiomas, culinária e outros assuntos. Renato Frossard é o autor de todos os textos.
sexta-feira, 17 de novembro de 2023
ANDRÉ
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
Les Invisibiles
Les Invisibiles
Renato Frossard
Meus pais tiveram ao todo 8 filhos. Eu sou o do meio. Não sei ao certo o que isso significa mas senti, desde cedo, um peso maior de responsabilidade, de ser aquele que a todos desse orgulho e que ajudasse aos outros. Mas cresci sentindo uma estranha espécie de solidão e de tristeza.
A família mudou-se para uma cidadezinha no interior de Minas Gerais, lugar que ainda estava começando a se formar e a se firmar. Ali moramos primeiro de aluguel e, depois, meu pai comprou uma casinha com o dinheiro de um prêmio ganhado na loteria mineira. O sonho da casa própria se tornava realidade.
Eu e meu irmão fomos matriculados na escola primária, pois, por causa dessas mudanças constantes, meu irmão ficou com a idade defasada em relação ao ano escolar. Já as minhas irmãs foram para o ensino fundamental. Os outros ainda não estavam em idade escolar. Íamos todos os dias a pé para a escola e não reclamávamos. Também não era comum os pais levarem seus filhos pra escola. A gente ia sozinho mesmo.
Meu pai trabalhava no centro da cidade, mas depois transferiu a oficina para a nossa casa no bairro onde morávamos. Sempre lutou muito para manter a família e sempre teve muita fé. Sinto orgulho de seu exemplo, mas, ao mesmo tempo, me ressinto de que o mundo o tenha tratado tão mal. Aliás, por que será que o mundo trata tão mal as pessoas boas?
Minha mãe… Ah, minha mãe. Complicado dizer sobre minha mãe. Um pequeno ato que gerou grandes consequências fez o casamento de meus pais chegar ao fim. Mas mesmo antes disso, nossa relação com nossa mãe era complicada. Ela não era muito de beijos e abraços e se preocupava mais com que cada um se ocupasse de alguma tarefa e que cumprisse suas obrigações. Também batia na gente, surras monumentais, quando quebrávamos alguma regra. Só depois de velho e quase na hora da morte de mamãe eu entendi melhor o seu sofrimento. Pena eu não ter entendido antes. Passei a vida toda julgando-a e deixei de apoia-la mais. Deixei de abraça-la mais.
Eu e minha família, desde que eu me entendo por gente, fomos os caudas da sociedade. Nunca conseguimos ascender muito socialmente e meu pai passou a vida inteira nessa casinha que comprou por sorte. Sopinhas de escola muitas vezes ajudaram a gente a encher a barriga e a escola era, pra mim, um meio de ter esperança de conseguir um emprego no futuro. Eu não entendia muito bem porque ou para quê eu estudava. Apenas enchia minha cabeça de informação, sem de fato desenvolver o pensamento crítico. Foi apenas anos mais tarde quando cursei o colégio que passei a entender que a pura memorização não trará necessariamente benefícios. É preciso desenvolver a capacidade intelectual para entender o complexo e injusto sistema social e, assim, tentar minimizar os impactos prejudiciais desse sistema em nossa vida. Basicamente, já sabemos, o sistema é assim: ricos pra cima, pobres pra baixo.
Tentei várias coisas, cursos, provas, exército, indústria e comércio. Mas só através da formação universitária encontrei realmente um caminho profissional. Mas, como nada é definitivo, de uma hora pra outra, o que parecia ser uma sólida carreira profissional no serviço público, foi colocada em dúvida. De repente, me encontrei como no início: só o pó e a caatinga.
Sociedade é uma palavra complexa pois envolve tudo aquilo que nos permite viver, mas também protagoniza tudo o que temos de ruim: a injustiça, o preconceito, a discriminação. Porque os pobres são temidos pelos ricos, que se opõem a sua ascenção social? Por causa de uma interpretação errônea, um medo infundado dessas pessoas de que a ascenção do pobre as prejudique quando, na verdade, só traria uma sociedade mais justa e igualitária. Mas, ao contrário, somos les Invisibiles, pessoas sem rosto e sem vez, sempre os últimos na cadeia de prioridades da sociedade e dos governantes.
Vou concluir esse texto mais por força da brevidade do artigo, mas esse assunto ainda poderia render muitos e muitos parágrafos. Porque a sociedade parece querer nos apagar do mapa? De onde vem tanto ódio? Só me resta refletir e ter fé de que as coisas ainda vão melhorar. Preciso levantar a cabeça e olhar para frente. Recomeçar. Por outro lado, preciso assistir silenciosa e respeitosamente ao esforço de artistas, lideranças, políticos, sacerdotes, donas de casa e de tantos outros atores que lutam contra a injustiça social. Fazer com que a minha voz silencie durante a transmissão de seus programas e reportagens, também é uma forma de dizer que eu também luto por eles.
Saber Esperar
quarta-feira, 15 de novembro de 2023
Diário - Atualizaçaão diária
Diário
16/11/2023------------------------------------------------------------------------------
15 de Novembro de 2023
Estou começando hoje, por isso cobrirei também os eventos dos últimos dias. A IFE cortou quase todo o meu pagamento, o que me deixou muito triste e aflito. Num primeiro momento eu não entendi direito o que havia ocorrido. Depois, fui compreendendo que eles não cessaram de me atacar e que, qualquer oportunidade, tentarão me afligir e me fustigar com castigos.
Fiquei deprimido e zangado. Xinguei muito. Foi extremamente doloroso constatar que, apesar de todos os meus argumentos, a IFE não cumpre as leis em relação aos direitos humanos e civis. Me pergunto, às vezes, que tipo de pessoa pode viver para causar sofrimento em outras pessoas e respirar para fazer mal? As pessoas que estão por trás desse desconto injusto, não a que fez o lançamento, mas aquele que ordenou sua execução, não deve ser de carne e osso.
Mas, felizmente, o golpe que me deram me aproximou mais de Deus essa semana. Senti que devia finalmente me desapegar de algumas coisas e me aproximar de Jesus. Em meio a toda a depressão que este ocorrido me causou, tentei cultivar a esperança e a fé. Afirmei a mim mesmo que posso recomeçar do zero e que vencerei, com a ajuda de Deus.
Infelizmente, o grupo de pessoas que tem me atacado há cerca de 10 anos foi cruel essa semana. Atacaram como se algum evento mágico lhes tivesse aberto um portal. Usaram toda sua baboseira para causar ainda mais sofrimento. Gritos de criança, esfregar de pés, avançar com o carro para cima de mim, criar motivos para discutir, ficar indo e voltando em minha direção, cruzar forçadamente meu caminho, disparar alarmes sem necessidade, bater portas, e comentar, comentar, e mais comentar sobre algo que supostamente diria respeito a mim. Tudo isso, como sempre, fazendo parecer que é normal, que se você tentar repelir a pessoa ela dirá: Ainnn, você está loucoamm! Minha cabeça dói, meu corpo está cansado. Estou cheio de dúvidas em relação ao futuro e isolado de todos. Não me deixam trabalhar ou conseguir alguma renda extra, a não ser que um bom amigo resolva dar oportunidade. Estou lutando para reconstruir minha fé. Sinto me um tolo por ter permitido que me afastassem de minhas funções no órgão. Devia ter batido pé e dito que não me afastaria e que o diretor não tinha direito de me impedir de trabalhar como ele fez. E tudo isso ocorreu na pandemia, e não me deram nenhum apoio ou suporte naquele momento difícil. Fiquei literalmente na rua.
Hoje me senti meio febril, pois o calor estava muito forte. Tomei um longo banho frio, mas a água estava até morna. Depois que saí do banho tive calafrios. Me aqueci e orei com um vídeo de healing scriptures with soaking music. Esse vídeo é poderoso contra as obras do inimigo. Estou me sentindo um pouco melhor. Estou tentando manter o silêncio e a minha resiliência. Sei que Deus não está preso no papel!
Renato
terça-feira, 14 de novembro de 2023
Um Mundo Doente
Um Mundo Doente
O mundo está doente e ele quer nos adoecer. As pressões que enfrentamos dia a dia, vindas de todos os lados, torturam nossa mente quase todo o tempo. E de tanto esses estímulos se repetirem, desenvolvemos padrões de comportamento que se assemelham aos demonstrados nas diferentes doenças mentais.
Não sei se isso ocorre com outras pessoas, se ocorre sincronamente ou assincronamente com outras pessoas, mas uma convivência forçada com a doença mental alheia tem sido o estopim para muitas dificuldades e sofrimento. E, infelizmente, a sociedade tem preferido ignorar o fenômeno. As pessoas preferem atribuir tudo a uma alucinação ou delírio da vítima, inclusive os psiquiatras. Como se o alarme de carro que está importunando a cada minuto fosse apenas minha imaginação, ou se o motorista que joga seu carro sobre o pedestre na rua não existisse. Agressões infundadas e sem sentido contra pessoas inocentes.
Quantas vezes tive o ímpeto de xingar e censurar essas pessoas pelos seus atos. Cheguei mesmo a sentir raiva, ira. Mas aos poucos fui entendendo a inutilidade disso. Mas as pessoas foram se tornando mais ousadas e agressivas, a ponto de nos ofender dentro de nossa casa. Então, embora eu reconheça a importância dos médicos psiquiatras no enfrentamento dessas coisas, acho que é urgente o posicionamento das autoridades diante desse problema social. Colocar toda a culpa nos “devaneios” da vítima não ajuda muito, na minha opinião.
Certo poeta disse uma vez: “cure o mundo!” Mas será possível curar o mundo sem antes curar a si próprio? Não creio. Acho que primeiro precisamos de cura para a nossa alma para, somente então, podermos pensar em ajudar outras pessoas. Curar o nosso coração para então curar o coração de outros. E a melhor forma de se conseguir fazer isto é nos entregando a Jesus. Jesus nos ajudará, não importam as circunstâncias, nunca nos deixará. E quando Ele tiver terminado sua obra em nós, não haverá loucura que tire a nossa paz.
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
Linchamento Social
Linchamento Social
Renato Frossard
Há casos em que a justiça se omite no papel de apurar culpas e responsabilizar culpados? Tenho testemunhado casos em que, infelizmente, isso acontece. Como nos crimes de linchamento, em que uma pessoa é covardemente atacada por uma gangue ou até por uma população inteira, ou nas brigas de torcida de futebol, onde as autoridades sentem dificuldade em encontrar e nomear os responsáveis por uma ofensa que causou prejuízos, danos, ferimentos ou até a morte de outra (s) pessoa (s).
No linchamento social ocorre algo semelhante. Uma pessoa, por alguma razão, torna-se vítima do preconceito, velado ou explícito, de um grande número de outras pessoas com ideologias e crenças diferenciadas. Embora a pessoa seja cruelmente atacada, torturada e machucada com palavras, ofendida em sua intimidade, em seu senso de valor e autoestima, ela fica sem saber como agir ou se defender. Porquanto, muitas vezes, os ataques não ocorrem de forma direta, a pessoa é forçada a conviver com agressões diárias, com ofensas terríveis e com truques mentais que a fazem desconfiar de todos que dela se aproximam, até mesmo dos amigos mais chegados. A pessoa nessa situação começa a perder a tranquilidade e a naturalidade em suas ações. Pode se tornar excessivamente gentil e comedida ou começar a ter episódios de descontrole e explosão. Não raro, a pessoa começa a verbalizar e a falar “sozinha”, mas está, na verdade, se dirigindo aos seus agressores, pois esta é a forma que ela encontra de responder àqueles que a atacam.
A vítima de linchamento social pode se tornar deprimida e sem vontade de viver. Pode passar a ter ansiedade constante e a não conseguir encontrar alento ou esperança. De fato, num processo como esses, em que nem mesmo os familiares parecem entender o que a vítima está passando, somente os mais resilientes sobrevivem. Não é comum que o linchado escolha a autoexterminação como forma de sair do problema.
Caso você esteja sendo vítima de linchamento social ou ideológico, procure o quanto antes a ajuda de um psiquiatra para que ele te ajude a iniciar o processo de enfrentamento. Os medicamentos te ajudarão, num primeiro momento, a ter mais clareza e a encontrar formas de agir. Procure se aproximar de pessoas que você considere extremamente justas e corretas, pois será mais difícil desconfiar delas, e você poderá contar com seu apoio. Medite e ore pois a espiritualidade torna-se vital quando se enfrenta um problema assim. Ache um lugar e momento que você possa extravasar, gritar é até xingar, pois você precisa eliminar a raiva e o negativismo. Não tente guardar toda a raiva dentro de você, pois isso te destruiria. Se dê o direito de expressar, de forma controlada e que não seja diretamente dirigida a ninguém, a sua insatisfação e indignação com aquilo que estão te fazendo. Cante, dance, se exercite. Tente rir um pouco de si mesmo e fazer piada com sua própria situação. O humor é uma arma poderosa nesta luta.
É muito triste constatar o quanto os seres humanos podem ser maus uns com os outros. Mas não é surpreendente, pois sabemos de guerras, chacinas e massacres. As pessoas estão perdendo a compaixão. Estão se tornando insensíveis e, por outro lado, estão se tornando extremamente críticas do comportamento do outro. A justiça que se cobra do outro está se tornando muito mais rígida do que a justiça que alguém cobra de si mesmo. Mas não adianta se ressentir e tornar-se amargo, pois isso só piora as coisas. É melhor, já que a justiça se omite em fazer o seu papel, esquecer o desejo de vingança e de desforra, e voltar nossos olhos e intenções para ajudar outros sofredores que estão à nossa volta. Será uma ótima oportunidade de abraçar outras pessoas e, em troca, ser abraçado de volta.
domingo, 12 de novembro de 2023
Passando O Sabão
sábado, 11 de novembro de 2023
Como Recuperar a Fé Após Inúmeras Derrotas?
Como Recuperar a Fé Após Inúmeras Derrotas?
Renato Frossard
Nos últimos anos tenho passado pelos momentos mais difíceis de minha vida. Tornei-me, inadvertidamente, vítima de haters e perseguidores. Essas pessoas dificultaram minha vida profissional, emocional e espíritual de uma forma ferrenha. Conseguiram atrapalhar minha moradia, tiraram meu emprego, dificultaram minha aprovação em concursos e a conclusão de programas educacionais. Todas essas coisas não conseguiram abalar minha fé, no princípio, mas conquanto foram se prolongando e não cessaram, começaram a plantar uma semente de dúvida e desesperança.
Não é que eu não tenha fé, eu tenho muita fé para algumas coisas como a fé de que nunca me faltará o alimento, que não me faltarão amigos e que Jesus estará sempre ao meu lado. Mas, por tantas vezes me frustrar, me falta a fé de que conseguirei um trabalho ou de que conseguirei ainda fazer algo útil de minha existência. Fraqueja a minha fé de que os seres humanos se tornarão melhores ao longo do tempo, ou que as pessoas que me prejudicaram com mentiras voltarão atrás.
Mas tenho orado a Deus e procurado recuperar a minha fé a cada pequeno passo. Se hoje subo uma montanha, amanhã, um pequeno salto já será o suficiente. Se me atacam com verbalizações, estou aprendendo a silenciar. Se a mente se cansa, estou aprendendo a desligar. Se os inimigos avançam, aprendo a recuar. Mas o maior obstáculo para a fé, certamente, é a falta de humildade. Venho trabalhando nisto, para vencer a maldade das pessoas e seu ódio infundado.
Sei que vou recuperar a fé e que vencerei as minhas batalhas. Embora não seja fácil viver em um mundo barulhento como o nosso, é possível encontrar um lugar dentro de nós mesmos para estarmos a sós com Jesus. No templo de nosso coração, podemos nos refugiar com ele e conversar com o nosso Deus. A bondade de Jesus então flui em nós e salta para a vida eterna. Peço a Deus que me ajude a voltar a crer no Deus que desmancha exércitos inteiros e que faz até o mar se abrir e a tempestade se acalmar. Ele será vitória por mim.
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
O Verdadeiro Mestre
O Verdadeiro Mestre
O Verdadeiro mestre não valoriza medalhas, troféus, prêmios. Nem se preocupa em receber condecorações. Mas se alegra muito quando o menor de seus alunos vence a si próprio e avança no aprendizado.
O Verdadeiro mestre, muitas vezes, nem imagina a grandeza de seus atos, porque tudo o que faz é natural. Afinal, estender a mão a alguém necessitado, repreender o erro de um discípulo, zelar pelo bem estar de seus estudantes, tudo isto, faz parte de sua natureza.
Um mestre de verdade é aluno de Deus. Aluno da vida.
Ele sempre será pai de muitos, mesmo que tenha apenas um filho.
Ele sempre será sábio, ainda que seja jovem.
Sua armadura é sua integridade. Sua força é sua bondade.
O mestre sabe que seus alunos sempre o ouvem, porque ele se sabe amado.
Ele está sempre acessível, mesmo quando tantos o buscam.
O Mestre é uma fortaleza de humildade em meio ás tempestades da presunção humana.
Do aluno Renato Frossard, para o querido mestre Neweton Antônio de Lima Adas, UM VERDADEIRO MESTRE: Sensei, esta é uma singela homenagem à você, por tudo que você representa pra mim, como professor, mestre, amigo e treinador. Um irmão de verdade e um pai no Karate-do.
Ao querido mestre Júlio Olguim, por todo seu carinho e dedicação ao Karate e por ter me ensinado a dar os primeiros passos nesta arte: Sensei Júlio, muito obrigado por todos os anos de luta e de vitórias em prol do karate. Obrigado por não ter desistido face às montanhas de dificuldades.
Ao mestre Akio Yokoyama por seu excelente e inestimável trabalho na popularização do karate-do em Minas Gerais: Obrigado Shihan Akio Yokoyama.
A todos os grandes mestres que, através de seu amor, trabalho, abnegação e sofrimento, fizeram do karate-do o grande sucesso que ele é em nossos dias.
Oi, tudo bem?
Se alguém só teve sua primeira experiência sexual após os 40, é provável que essa pessoa usou ou usa redes sociais para encontrar parceiros. Hoje em dia são comuns os sites e aplicativos que pretendem conectar as pessoas com base em suas preferências e interesses. Esse é um recurso interessante, sobretudo para o público gay e LGBT, que assim consegue evitar importunar ou ofender alguém que não concorde com ou não se interesse por seu estilo de vida.
Porém, esses recursos nem sempre funcionam, e ainda podem ser perigosos. A experiência me ensinou a filtrar a maioria dos perfis e mensagens recebidas, pois trata-se de perfis falsos e de mensagens sem objetivo, apenas para importunar. É necessário, também, estar atento a mensagens de potenciais criminosos ou pessoas mal intencionadas. Há ainda aqueles que se fazem passar por outras pessoas. Eles colocam uma foto de alguém em seus perfis, mas, quando você as encontra, percebe que não é a mesma pessoa da foto.
Os sites e apps de relacionamento também nos fazem vivenciar situações repetitivas ou conversas que não vão a lugar algum. Começamos geralmente com um "oi", ao que nos respondem "oi". Depois, segue-se um "tudo bem?", "De onde fala?", etc. Às vezes não passa disso. Outras vezes, a conversa se estende um pouquinho mais, umas duas ou três frases e se encerra. Não é incomum que a pessoa fique meses, ou até mesmo um ano inteiro sem se relacionar com ninguém, por conta desses perfis fake, ou até mesmo de organizações de hackers e golpistas. Essas pessoas se infiltram nesses programas e se fingem de usuários para atrapalhar o funcionamento do site ou app para quem realmente deseja encontrar alguém. Isso ocorre principalmente nos apps voltados para o público gay.
De qualquer forma, os apps acabam facilitando a vida das pessoas do grupo LGBT, pois permite que elas só se candidatem a encontrar-se com parceiros de interesses semelhantes aos seus. Os apps para pessoas heterossexuais também são comuns e têm milhares de usuários. Porém, é preciso usar estas coisas com cuidado e muita discrição, para evitar cair em ciladas armadas por bandidos.
Talvez um dia as pessoas poderão abordar umas às outras livremente na rua e demonstrar seu interesse. Nesse tempo, os apps e sites de encontros não serão mais tão necessários. Mas até lá, é bom que exista essa alternativa à abordagem direta, que poderia gerar constrangimento ou até nos expor a uma possível agressão. Por enquanto, é melhor fazer o primeiro contato através dessa realidade virtual, para não acabar dançando logo no primeiro encontro.
domingo, 17 de setembro de 2023
O pecado original e o plano da redenção.
quinta-feira, 14 de setembro de 2023
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU: As maravilhas da criação e a sua relação com a vontade do criador.
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
Aplicativos Que Prometem Recompensas
segunda-feira, 26 de junho de 2023
Carta a Um Flautista
CARTA A UM FLAUTISTA
Otaner Drassorf
LONG RIVER, 26 de JUNHO, 2023
Ao Brilhante Flautista Jamie
Caro amigo Jamie,
Tenho pensado muito, nos últimos dias, na minha trajetória como músico, nos erros e acertos que cometi, nos mitos e inverdades nos quais acreditei, e em coisas desnecessárias que me causaram tanta dor e sofrimento. Por isso, pensando em evitar que essas coisas atrapalhem sua arte, e também como uma forma de compartilhar a minha experiência, resolvi escrever-lhe para aconselhar você a não cometer os mesmos erros que sempre acabam gerando os mesmos resultados.
Quando resolvi me iniciar na flauta transversa, foi a união da oportunidade e do desejo de realizar um sonho. Havia acabado de ingressar em uma igreja cristã que valorizava muito a música de louvor. Logo que vi a oportunidade, comecei a me envolver em tudo que se relacionava ao ministério da música: canto coral, grupo vocal, quarteto, solos. Um dia, vi um amigo com uma flauta transversal e fiquei encantado. Eu já tocava flauta doce, e fiquei super interessado em conhecer mais sobre o instrumento. Adquiri uma flauta usada com este amigo e comecei imediatamente meu aprendizado. Era uma flauta simples, de marca nacional, mas mesmo assim, fiquei super empolgado de poder, finalmente, realizar o meu sonho de ser um flautista. Eu tinha 23 anos.
Mas, uma coisa era tocar hinos cristãos e peças fáceis com o uso de partitura, reproduzindo as notas e ritmos de peças conhecidas. Durante um tempo, eu estive satisfeito com isso, e pensava que as peças de concerto e a música erudita para instrumentos estava muito além de meus humildes anseios musicais. Eu nunca tinha ouvido falar em Taffanel and Gaubert ou em Moyse. Nunca havia ouvido falar em Hames Galway ou Pierre Rampal. Eu era apenas um flautista leigo, sem grandes pretensões.
Porém, à medida que fui me aprofundando no estudo da música, tornou-se impossível ficar alheio a toda essa imensidão que compõe o mundo musical. Tornei-me consciente da grande variedade de instrumentos, da infinitude da obra musical, tanto dos grandes compositores, quanto da música popular e da música folclórica (e isto apenas me referindo àquilo de que temos registros). Fui desvendando o conhecimento científico musical, conhecendo regras, normas, convenções e tratados. Fui aos poucos entrando no mundo da erudição musical.
Talvez você não entenda o que uma pessoa pobre e humilde, a quem a vida negou todas as oportunidades, pensa quando vislumbra a possibilidade de cursar o ensino superior. A pessoa se enche de esperança, seus olhos brilham e se enchem de alegria. Ela pensa que finalmente chegou a sua vez de conquistar o seu espaço na sociedade e sair da pobreza. E era exatamente assim que eu me sentia quando decidi concluir o ensino médio, para tentar o vestibular da TURNER.
O processo seletivo começava com o programa de isenção da taxa do vestibular. O candidato precisava levantar todos os documentos comprobatórios da carência, postar via correios e aguardar o resultado final ser publicado no site da universidade. Uma vez aprovado nesta etapa, poderia fazer a inscrição no exame vestibular. Caso contrário, teria que arcar com o valor da taxa de inscrição. Eu consegui a isenção, mas como era sabático, tive que arcar com uma outra taxa de igual valor para poder fazer o teste, ficando elas por elas. Após meses de provas e ansiedade, medo, dúvida, stress, soube da aprovação e pude, enfim, comemorar minha entrada para a universidade.
Minha primeira faculdade foi Letras, Licenciatura em Inglês. Nessa época eu já sonhava em estudar música, mas sabia do abismo que separava o meu conhecimento musical, do nível exigido para entrada no curso de música. Eu também adora a inglês, então, vi uma oportunidade de carreira no curso de letras. Depois que me formei e já estava trabalhando, me formei também como professor de português. Mas, como a vida dá mil voltas, acabei prestando um concurso público para técnico na TURNER, onde fui designado para a secretaria da faculdade de música dali.
Passei a conviver com músicos de alto nível. Instrumentistas, professores, terapeutas, pesquisadores. Todos esses alunos convivendo no mesmo espaço físico. Esta convivência me levou a pensar que talvez fosse possível para mim, se eu me preparasse bem, concorrer a uma vaga no curso superior de música. Mas isto ficou muito tempo parado no mundo das ideias e sonhos esquecidos. Até que a TURNER passou a oferecer vagas para o curso de música popular. Decidi passar mais uma vez pela sabatina e me inscrever, usando a voz como instrumento, ao invés da flauta. Com muita preparação, esforço, esperança e um pouco de ingenuidade, passei por todas as etapas do certame e fui aprovado no vestibular para "canto popular". Nunca fiquei tão maravilhado com uma conquista antes disso. Foi realmente maravilhoso poder iniciar o curso dos meus sonhos.
Depois de efetivar a minha matrícula, fui informar-me a respeito de outras possibilidades de complementar meu currículo, pois já tinha a intenção de estudar flauta paralelamente ao canto. Soube de algumas disciplinas que podia cursar e também que poderia ter aulas junto com os alunos de flauta da música popular. Fui pegando tudo que era permitido. Também adotei uma rotina de estudo individual diária. Mas eu ainda não tinha a real noção de onde eu estava me metendo.
Eu tentei fazer algo, talvez por ingenuidade ou desinformação, que foi tentar chegar ao nível de performance de grandes flautistas. Eu me esforçava demais, pensando que executar diariamente jogos e divertimentos, fosse o suficiente para levar um instrumentista leigo à profissionalização. O grau de stress a que isso me submeteu foi extremamente pesado e, após um tempo, me paralisou. Comecei a oscilar entre a teimosia e a frustração, mas não desisti de me tornar um flautista.
É muito difícil para um músico em amadurecimento entender o objetivo dos métodos de flauta e das escolas de virtuosismo. Quer se tornar um virtuoso? Corra destes métodos. Este seria, hoje, o meu conselho para o meu eu do passado. Os grandes mestres da flauta deixaram um vasto material de estudo, mas o seu uso deve ser feito de maneira gradativa e moderada. Não morda mais do que você possa mastigar. Este seria o princípio básico para o estudo de qualquer instrumento.
Por outro lado, apesar de meus erros, ainda nesta etapa do curso, lá pelo segundo ano, eu já era capaz de tocar muito melhor do que eu jamais imaginara conseguir na vida. Eu tocava Bach, Mozart, Debussy, Massenet, Elgar, Chopin, e Schubert. Para mim, isso era um verdadeiro milagre, e eu estava maravilhado. Mas eu havia me esquecido que estava em uma faculdade de música e de como este era um ambiente competitivo. Não tardaram a vir as críticas e zombarias contra mim. Eu ouvia as pessoas dizerem que eu "tocava tudo errado", que não sabia ler os ritmos, que o som de minha flauta não era bom o suficiente. Não posso esquecer de mencionar que havia investido uma grande soma em um instrumento para realizar meus estudos, pois as flautas que eu tivera antes não eram boas o suficiente para o nível de alta performance. Mesmo assim, para essas pessoas, eu não era bom o suficiente. Mas também não me faltava coragem, ousadia e indignação para enfrentar tudo isso.
Mas que preço a pagar para tornar-se um instrumentista era esse? Será mesmo possível tornar-se um músico assim, em meio ao sofrimento, a ansiedade e a angústia? Hoje, vejo isso como loucura. Para aprender, a pessoa precisa de paz. Precisa de tranquilidade e de espaço para errar à vontade, sem ser repreendida por isso. O estudante precisa de tempo para entender o que quer, o que precisa fazer e aonde quer chegar. Precisará fazer muitas renúncias e escolhas, precisará comprometer-se com o seu aprendizado e entender que tipo de músico ele será.
Depois de muito sofrer e de entender muita coisa, entendi que a música é vasta o suficiente para abraçar a todos. Há os que a canção de Jobim chama de "privilegiados" e há músicos comuns. A música de concerto já era difícil de ser executada na época em que as composições foram feitas. Hoje em dia, sem a ajuda da tradição e o apoio da popularização, poucos são os que têm coragem de se aventurar numa carreira musical erudita. Mas, para aqueles que já são grandes prodígios, que ocupam o lugar de destaque à frente das orquestras sinfônicas, ou que um dia irão ocupá-lo, meu conselho é: cuidem de sua saúde. Cuidem do corpo e da mente. Façam exercícios físicos, descansem, se alimentem bem, tenham um acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Caso contrário, sua carreira, sua arte, tudo aquilo pelo qual lutaram, pode estar ameaçado.
Você, meu amigo, é um concertista, um solista excepcional. Você é capaz de executar, com perfeição, peças de grande complexidade e velocidade. Você deixa todos encantados com a beleza e a maestria de suas interpretações. Eu nunca pretendi nem pretendo alcançar o grau de performance artística que você tem. Eu adoraria ser capaz de fazer o que você faz, mas hoje eu entendo que não preciso. Contento-me em ser um artista da expressão e um pesquisador da música e da história da arte.
Mas, sim, eu passei pelo laboratório para me colocar sob esse imenso stress e saber o que acontece. Para saber que não adianta nos esforçarmos muito além do que somos capazes. Não é o muito estudo que fará um músico, mas o método, o critério, a proporcionalidade, a sabedoria e a regularidade que farão a pessoa progredir na sua prática. Um flautista que almeja grandes saltos, deve começar com pequenos pulos.
Então, hoje, após passar por tudo isso, posso te aconselhar a ficar sempre atento para os momentos de maior pressão e dificuldade, para que você se dê o tempo necessário. Faça do seu terapeuta seu companheiro diário, e nunca se exceda além do seu limite. Caso contrário, chegará um ponto em que você poderá travar e atrapalhar essa trajetória tão linda. Observe a si mesmo, quando você estiver se sentindo ansioso sem saber por que, ou quando algo estiver te incomodando e tirando sua paz. Também não deixe que o excesso de perfeccionismo te impeça de avançar, nem ligue demasiadamente para críticas. Sempre que necessário, se dê um tempo sem pegar no seu instrumento.
Enfim, sempre que você estiver no topo da montanha, depois que terminar sua demonstração, pare um pouco para observar a vista. Você é como a águia, a rainha dos céus. Mas até as águias precisam descansar. Lembre-se, você vai voar alto. Mas quando estiver lá em cima, aproveite o vento, relaxe, e descanse. Planar, às vezes, é bom.
You Nailed It!
Otaner Drassorf
sábado, 24 de junho de 2023
The Flute Examination
MADURO
MADURO
Otaner Drassorf
otanerdrassorf@gmail.com
Eu estava muito inseguro naqueles dias e não me lembrava muito bem de quem eu era. Dadas as circunstâncias em que eu estava vivendo, tinha a sensação de que eu devia agradar a todos e a todas. Adotei um comportamento um pouco robótico e, mesmo com aquelas pessoas mais chegadas, sentia uma estranha desconfiança de que elas não eram totalmente sinceras. Eu ouvia conversas depreciativas a meu respeito, podia identificar seus participantes pelo tom de voz, mas não os via diretamente. Como eu não pudesse acusar diretamente meus algozes, ou talvez porque eu me recusasse a acreditar que aquilo estava realmente acontecendo, quando os via pessoalmente, tratava-os com a mesma urbanidade e cordialidade costumeiras, mas, no fundo, sentia-me idiota e traído.
Quando uma dessas pessoas pediu transferência de local de trabalho, pois recusava-se a trabalhar no mesmo ambiente em que trabalhasse "alguém como eu", houve a liberação da vaga na qual você entrou. Ainda meio que no automático, quis fazer a política da boa vizinhança e fui cumprimentá-lo com cordialidade, um pouco forçada, mas sincera. No entanto, ao fazer isso, fui respondido com um largo sorriso e uma sincera atitude de cooperação. Achei-o um homem muito bonito e também reparei nos belos olhos verdes, é claro. Ainda sem saber muita coisa sobre o belo homem cujo nome fazia referência ideográfica ao do antigo funcionário, senti que podia me aproximar de você e tentar estabelecer uma relação de amizade. Eu andava muito "espiritual" naqueles dias, e realmente quis acreditar que Deus havia enviado alguém para me auxiliar naqueles tempos difíceis e incertos.
Nossa amizade se desenvolveu muito rápido. Depois de descartar minhas tolas esperanças de que você fosse gay, pude saber mais a respeito do homem que você é. Soube que você era um tradicional pai de família e um marido zeloso de seu lar, família e filhos. Se por um lado foi um balde de água fria, por outro, senti-me honrado em poder ter contato com alguém assim, um homem cristão cujos filhos são o seu bem mais precioso e a força que o move a cada dia em que enfrenta uma dura jornada de trabalhos e tarefas. Além do mais, eu não acreditava realmente na outra possibilidade e, por isso, não havia dado asas à minha imaginação, o que evitou que eu cometesse alguma gafe.
Com o passar dos dias e meses, nossa amizade foi se fortalecendo e eu me vi conversando com você por bons e agradáveis minutos. Em muitas dessas ocasiões, incluíamos outros amigos na conversa. Isso também me ajudou a me aproximar de mais pessoas, como se você agisse como mediador. Eu também me esforcei para que eu melhorasse meu relacionamento interpessoal com os outros colegas de trabalho e a sua presença no setor tornou tudo mais fácil, pois você é uma pessoa agregadora. Assim como as formigas que você me ajudou a conhecer melhor, você me ajudou a ter um melhor entendimento sobre a vida em sociedade.
Não demorou muito para que eu me sentisse confiante o suficiente para me abrir com você a respeito de problemas graves que eu enfrentava no ambiente institucional. Contei a você como o preconceito e o desrespeito de alguns colegas, superiores, professores e até mesmo de alunos vinham tornando a minha existência praticamente impossível. Me abri a respeito da depressão, da ansiedade e da perda de autoestima. Revelei detalhes íntimos e constrangedores de minha vida pessoal para que você entendesse como isso havia provocado nessas pessoas preconceituosas e cruéis uma forte reação de repúdio contra a minha pessoa e como isso me entristecia. No começo, usei e abusei da retórica, da paródia, das alegorias e ilustrações para não ir direto ao ponto que me causava tanta dor e constrangimento. Até que um dia encontrei coragem para falar abertamente sobre a real causa de toda aquela reação de repúdio e de pressão para que eu pedisse demissão de meu cargo ou abandonasse, simplesmente, o meu trabalho. Você foi super compreensivo e amigo, o que só aumentou a minha certeza de que havia encontrado a pessoa certa com quem me abrir.
Depois disso foram muitas e muitas conversas a respeito daquele assunto. Falávamos sobre possibilidades de enfrentamento, sobre formas de lidar com o problema, sobre como eu me sentia em relação a isso tudo. Mas mesmo com toda a ajuda que recebi de você, que conhecia o problema através de mim, como dos outros que sabiam por outras fontes, os ataques de ódio contra mim não cessaram. E eu ainda tinha que viver fingindo que estava tudo bem. Porém, nos últimos meses que antecederam a pandemia, estava realmente difícil continuar aguentando aquela situação.
Durante a pandemia, comecei a sofrer pressão para abandonar meu apartamento na capital. Comuniquei o fato aos empregadores, pensando que receberia algum auxílio. Para a minha decepção fui tratado com frieza e insensibilidade. Mesmo depois que fui efetivamente posto na rua, a instituição continuou apática e distante, atendo-se a seguir protocolos de rotina, como se meu problema não requeresse mediação e ajuda humanitária. O diretor da unidade foi ríspido, negando todos os meus pedidos para retornar ao trabalho e me ameaçou, dizendo que se eu não fosse ao HELLTH, iria demitir-me. Nunca senti tanto desprezo por alguém como passei a sentir por este homem deste dia em diante. Pensei que ele era a vergonha de sua profissão, cujo objetivo é ajudar pessoas. Senti ódio e decepção, mas também senti-me impotente por não poder me defender dessas pessoas da alta cúpula da colleggy que pareciam ter se unido todas em prol de minha destituição da minha cidadania e direitos civis.
Assim, me vi forçado a procurar os médicos para descrever minha situação e para pedir a estes laudos que pudessem me defender dos ataques do diretor da Klux Music, do Inhuman Resources, dos professores da Klux, da Jezzabell, que havia me demitido do Kids Grace depois de me expor à humilhação - fui questionado pela contratada não concursada quando eu "desocuparia" a estação de trabalho e pressionado por ela para fazer isso o mais rápido possível - e depois, de me colocar em um setor que me deixava muito mais exposto a ataques de ódio. Também tive que me defender do professor Luciffer, do Coldheart, do False Bolton, do Kaos Exotick, dos alunos da Klux School e de outras escolas, e de diversas outras pessoas, que proferiam palavras de ódio e preconceito como "tem que tirar esse cara daqui"; "Ninguém quer ele aqui"; "finge que não sabe"; etc. Expliquei aos oficiais do HELLTH o que estava acontecendo e a situação em que eu estava: sem casa, sem acesso a internete, sem poder realizar trabalho remoto e que havia tido meu pedido de retorno ao trabalho presencial veementemente negado pelo Tyrannus Selfish. Eles me afastaram compulsoriamente e não me permitiram mais retornar ao trabalho.
Passei a viver na insegurança. A College começou a zuar com meu pagamento, realizando descontos indevidos. Uma certa funcionária passou a fazer ações de repúdio e de afronta contra minha pessoa, bagunçando minhas férias para que o WAGE fizesse grandes descontos no meu pagamento e só me devolvesse meses depois, dificultando minha vida. Depois, essa mulher do cão passou a me enviar emails com o título duvidoso como "publicação de afastamento", "processo", "exoneração", etc. Quando eu clicava na mensagem, o título não era o que parecia, nem o teor da mensagem era relacionado a mim. Mas, aí eu já tinha ficado ansioso. Até hoje essa pessoa continua a me enviar mensagens de email, muito embora eu tenha pedido para me excluírem da lista.
Com o passar do tempo vivendo essa situação de dúvida fui me tornando desgostoso com a College e passando a sentir vergonha de ter meu nome associado à colleggy. Comecei a tentar, de todas as formas oficiais, sair dessa situação injusta e cruel. Pedi aposentadoria mas foi negada. Pedi que me deixassem me tratar fora de Berckley View, mas foi negado. Começaram a zuar com minhas perícias, marcando datas falsas e locais errôneos, de forma que eu, depois de fazer um grande esforço para chegar na data e horário marcados, era informado de que era em outro lugar e que a data ou alguma outra informação estava errada, ou que o oficial do ministério não pudera comparecer. Fiquei indignado e mostrei a eles um saco de remédios de que eu estava fazendo uso, eu que nunca fui uma pessoa de ficar tomando remédios. Eles foram extremamente cínicos e sustentaram sua posição arbitrária, mandando-me embora sem um parecer definitivo sobre minha situação.
Fui morar numa pocilga no bairro Little Falls, porque estava muito ruim ficar dormindo no carro, na rua, em bancos de praça. Tentei manter um treinamento físico em academia, mas passei a ser estalqueado por pessoas que frequentavam esses locais, dificultando meus treinos e meu rendimento. Passei a sofrer de um estranho tipo de ansiedade, quando passei a notar que todas as pessoas que apareciam no meu caminho estavam alí de caso pensado, para me injuriar e muitas de fato estavam. Porém, logo essa sensação se tornou mórbida e assustadora, o que me fez evitar sair de casa a não ser quando era extremamente necessário. Mas nem dentro de casa eu tinha sossego: desligavam a força, cortavam a internet, faziam fumaça, barulhos, algazarras, etc. Criavam situações constrangedoras, coincidências com nomes de pessoas que tinham contato comigo, numa frequência incomum. Conectavam aparelhos deles no meu bluetooth, e começaram a criar dúvidas e estórias fantasiosas a respeito de minhas finanças e cartões de crédito e contas em bancos. Alegações de que eu estivesse casado com alguém começaram a ser ouvidas, os falsos amigos começaram a se manifestar com frequência, enquanto eu ia me distanciando dos verdadeiros. Também fui ficando endividado. Eu que sempre fora cuidadoso com minhas contas. Comecei a viver como um indigente e temi que, caso eu morresse, minha família talvez não ficasse sabendo e que o meu corpo se extraviasse.
Depois, como se não bastasse o que já mencionei, veio a acusação de acumulação de cargos. Hora a única coisa que eu tenho acumulado são dívidas, problemas, dores e cicatrizes. Da última vez que estive com vocês eu já não tinha mais voltado ao outro emprego, e também não recebi salário. Não recebi meu contrato de trabalho oficial, e apenas me emitiam comprovante de pagamento fictício, com valor igual a zero, apenas para criar problemas para mim e para me destituir de meus direitos. Eu há havia questionado o órgão sobre a minha situação e o porque de eles não terem efetivado a posse e também não terem executado a demissão. Estaria o órgão também trabalhando contra mim, tentando fazer com que o outro órgão me deixasse destituído de quaisquer proventos? Além disso, essa nomeação ocorreu num momento em que minha fragilidade emocional e psicológica me impediam de julgar com clareza qual a melhor decisão a tomar. Nem sei ao certo se ela teve sequer validade legal. Além disso, se eles não formalizaram a demissão, que já ocorrera de fato, pois que a função não gera efeitos remuneratórios, não foi por força de lei?
Depois de muito tempo naquela situação, senti que meu tempo em Berckley View havia chegado ao fim e que não valia a pena dar a minha vida por uma instituição que havia me abandonado em nome da intolerância e da irracionalidade. Tive que deixar para trás meus livros comprados ao longo de anos, cds preciosos e históricos, móveis, máquinas de lavar roupa, camas, colchões, fogões, refrigeradores. Tudo isso foi perdido. Fretei um veículo, juntei o que pude e me despedi da capital decidido, fosse o que houvesse, a preservar, ao menos, a minha vida. Assim, cá estou de volta à cidadezinha de onde saí trinta anos atrás cheio de sonhos e esperanças. A College me matou no sentido social. Fez com que minha capacitação profissional se tornasse obsoleta e, estranhamente, agora está me caçando como a uma presa. Eu tenho evitado como posso os ataques dela e tentado denunciar seus crimes. Mas já decidi não sofrer excessivamente por causa da destituição a que esse órgão me relegou, pois acredito na minha inocência. Aos poucos, tenho conseguido mostrar à sociedade que eu fui vítima de um preconceito cruel e infundado. Por hora, tenho tentado manter as funções vitais em andamento e a mente equilibrada. Mas não tenho mais vida social, não tenho lazer, não tenho agenda. Não me dão emprego em lugar algum. Nem mesmo os amigos me dão oportunidade de trabalho e os "amigos de amigos" ignoram ou fazem piada de minhas tentativas de recomeçar. De forma que, se cumpridas, as ameaças de demissão da College apenas confirmarão a crudeza daqueles que detém o poder nessa instituição, e de sua total falta de humanidade. Tenho vivido para lutar contra as injustiças e para que essa colleggy não continue passando por inocente, ganhando prêmios, mas que, ao invés disso, tenha seus crimes expostos, apurados e que os responsáveis por estes atos sejam punidos. Luto ainda!
quarta-feira, 21 de junho de 2023
Relato de Abandono Ao Servidor Público Federal, Renato Frossard Cardoso, SIAPE 11×××76, à Condição de Indigência, Desamparo e Desabrigo, pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Relato de Abandono do Servidor Público Federal, Renato Frossard Cardoso, SIAPE 11×××76, à Condição de Indigência, Desamparo e Desabrigo, pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Otaner Drassorf
Otanerdrassorf@gmail.com
No ano de 2013, o servidor Renato Frossard realizou alguns exames médicos de rotina, às suas próprias custas, e em caráter privado, para checagem de sua saúde. Na ocasião, um exame atestou, erroneamente, que o servidor tinha AIDS. Porém, por insistência dos médicos de que não haveria como haver equívoco no exame, o servidor entrou num ciclo autodestrutivo de medo, depressão, autocondenação, ansiedade e desejo de morte. Procurou porém os serviços de saúde que o colocaram na fila para tratamento da doença. O servidor, que fora celibatário por 40 anos de sua vida, submeteu-se a extremo constrangimento e vexação, tendo que entrar em filas para a realização de consultas de AIDS, servir de cobaia para alunos de medicina, ser humilhado em laboratórios privados cujos funcionários gritavam em voz alta a sua suposta doença, enfrentar a impassibilidade dos médicos que não lhe apontavam outras possibilidades senão a aceitação do diagnóstico e diziam que o remédio era a única forma de evitar a morte, ter que entrar em filas de dispensação de remédios e em listas de aidéticos do ministério da saúde e de outras instituições.
Tentando manter seu problema dentro da discrição e da privacidade, tanto no seu trabalho no âmbito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como em seu curso universitário na Escola de Música da mesma universidade, no qual ingressou através de vestibular regular, sem direito a cotas, o servidor foi confrontado pelo preconceito, a incompreensão e a falta de urbanidade e o desrespeito aos direitos humanos. Teve seu "problema" exposto e foi atacado e humilhado verbalmente, através de olhares, de preterimentos quanto a sua eleição a cargos de confiança, de demissões e de trocas de setor frequentes. O servidor teve sua vida pessoal e íntima exposta e perdeu a sua privacidade, tendo sua vida invadida por pessoas estranhas, os dados documentais, funcionais e bancários expostos, sofreu ameaças e foi expulso de sua casa, ficando em condição de desabrigo, pois a UFMG lhe negou qualquer auxílio, alegando não ter nenhuma responsabilidade em relação aos seus problemas de saúde, sua situação funcional e habitacional. Sofreu ameaças de demissão, foi coagido a solicitar a demissão, o que quase fez, por estar passando por sofrimento mental, e até hoje recebe ameaças da UFMG de demissão e destituição de proventos, apesar de o servidor estar em situação regular, pois foi afastado "oficialmente" pelo setor de atenção à saúde do servidor (DAST). Acusam o servidor de estar acumulando cargos públicos, o que NÃO é verdade, pois o servidor possui vínculo empregatício e recebe proventos apenas da UFMG.
Nos 2 últimos anos que antecedem este relato, o servidor Renato Frossard foi submetido a diversas situações vexatórias. Por exemplo, passou a ser seguido e ameaçado por grupos extremistas ligados a diversas linhas filosóficas, teve que se resignar a viver em pocilgas, pois era onde estes grupos extremistas permitiam que ele alugasse, e ainda assim se viu forçado a se mudar diversas vezes. Foi perseguido por certas correntes religiosas e forçado a sair de sua própria religião. Foi ameaçado pelo então diretor da Escola de Música da UFMG, Sr. Tocantins Sampaio, de que seria demitido por abandono de emprego e de que seria processado administrativamente, embora o servidor RENATO FROSSARD tivesse enviado petição solicitando a invalidação de tal processo por vício e por não ter o servidor condições de saúde mental, nem acesso a advogado, para se defender em tal sabatina. Como fora forçosamente afastado do trabalho, primeiro por um ato autocrático do diretor da escola de música, Sr. TOCANTINS SAMPAIO, e depois por real necessidade de cuidados em sua saúde mental e cardiológica, já que antes gozava de perfeita saúde, apesar da situação difícil a que estava submetido no trabalho, o servidor passou a viver em situação de exposição a pessoas interesseiras e exploradoras, agressivas, importunas e bisbilhoteiras pois era forçado a permanecer longos períodos em casa, e eram kitinetes estilo pocilga e o número de moradores era muito grande. Foi obrigado a viver próximo a usuários de drogas e até de pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Teve sua correspondência violada, suas encomendas roubadas e cartões bancários apropriados por ladrões.
O servidor, exposto a esta situação, e endividado por constantes mudanças e perdas de móveis, eletrodomésticos, roupas e utensílios de cozinha, que precisavam ser readquiridos pois, quase sempre, essas mudanças eram em caráter de urgência, para a preservação da vida do servidor. Em todo esse tempo, apesar de todos os pedidos de ajuda e de todos os protestos apresentados por ele ao órgão, este se ateve a cumprir rotinas administrativas de emissão de licenças e "passar-bens". Também preocupou-se o órgão em enviar ameaças de demissão, ignorando toda e qualquer lei de proteção do servidor público, do aidético ou dos direitos humanos.
A questão do endividamento foi outro aspecto que causou grande transtorno para o servidor, pois ele sempre teve suas contas e finanças muito bem organizadas, e nunca havia tido nenhum problema com os órgãos de proteção ao crédito. Depois de seu abandono pela UFMG, endividou-se e perdeu o controle, ficando com o crédito comprometido, pois foi cadastrado na SERASA e SPC. Essa situação é praticamente irreversível.
Nos últimos 6 meses o servidor apenas sobreviveu. Não teve acesso a médicos, a remédios, a soro para hidratação, a água limpa, a saneamento básico, não tinha geladeira e não tinha acesso a área de lavanderia. O sr. FROSSARD tinha que pagar lavanderia, comprar comida, comprar remédios, pagar consultas de urgência do próprio bolso. Qualquer probleminha que surgia em sua saúde gerava preocupação excessiva e medo de morrer. Por fim, a permanência naquele local de moradia improvisada foi ficando inviável e perigoso, pois o servidor FROSSARD já estava em situação de indigência e não tinha amigos nem familiares com quem pudesse contar, e não tinha mais pra onde ir. Um outro servidor da UFMG veio humilhar FROSSARD ao demonstrar que possuia um enorme edifício ao lado da pocilga em que o servidor se abrigava, e dizer que não estava disponível para locação. No entanto, o tal proprietário fazia sempre questão de aparecer na frente de Frossard, exibindo seu prédio de luxo. Por fim, não vendo mais perspectivas de religação ao seu posto de trabalho, como havia requerido, nem de sua liberação para a busca de tratamentos médicos em outro estado, Frossard decidiu deixar de lado a preocupação com uma possível perda de remuneração e optou por preservar sua vida, voltando para a sua cidade natal, da qual esteve distante por 30 anos, e praticamente não reconhecia.
Agora, já na sua terra natal, tem recebido ameaças do órgão empregador, ameaças de demissão e destituição de cargo público, embora o servidor peça ao órgão que o aposente, conforme ordenam as leis em vigor no Brasil, para pessoas na sua situação. Entretanto, Frossard tem considerado mais urgente preservar a vida e a saúde, tratando de alterações clínicas de pressão, glicose e transtornos mentais, e transtorno generalizado de ansiedade (burn out), todos provocados por anos de trabalho sob excessivo stress, medo, depressão e ansiedade. Frossard submete-se a um programa permanente de treinamento físico com o objetivo de manter saudáveis o corpo e a mente.
segunda-feira, 19 de junho de 2023
Perdoandos e Perdoados
quarta-feira, 31 de maio de 2023
A Academia Como Espaço Sociológico: Descrição de observação empírica do ambiente de uma academia de ginástica e seus frequentadores.
quarta-feira, 17 de maio de 2023
O Verdadeiro Amor
O Verdadeiro Amor
Há amor? Se há amor, o que é que há com o amor?
Há quem garanta apenas ter amado uma única vez. Pessoas que se unem na juventude e passam a vida toda juntas. Não conheceram outros braços, senão os braços um do outro. Não se reconhecem fora deste relacionamento. Mas será que isto é mesmo amor? Pergunto isto porque muita gente permance junta por conveniência, mesmo quando não existe sentimento.
Mas é claro, existem aqueles casais de causar inveja. Pessoas que parecem terem sido criadas uma para a outra e que vivem o amor de forma intensa e verdadeira durante toda a sua vida juntas.
Mas há também quem ande pela vida e se apaixone diversas vezes por diferentes pessoas. Mesmo assim, não se realizam no amor. Há sempre algo atrapalhando. Um rival, a sociedade, a religião ou o preconceito. Sempre alguma coisa que atrapalha essa pessoa a lançar sua âncora ⚓.
Mas, a julgar por minha experiência pessoal, penso que o amor verdadeiro, aquele que realmente marca, não morre nunca. Pode-se passar por diferentes e distantes lugares, pode-se namorar e relacionar com diferentes pessoas, mas aquele sentimento pelo ser amado nunca se apaga. Permanece vivo em algum lugar de nossa alma. E, se tivermos oportunidade de reencontrar esta pessoa, o amor se reaviva.
Mas o amor verdadeiro também faz sacrifícios. Muitas vezes temos que escolher entre permanecer perto ou nos afastarmos, quando compreendemos que isto será melhor para a outra pessoa, que será melhor para a sua felicidade. Ou permanecer por perto, mas sacrificando o amor sensual, por uma forma mais nobre de amor, abnegado e assexuado. O amor assim prefere cuidar do outro, mesmo que isso signifique esquecer de si mesmo.
Também acho que o amor verdadeiro parte de uma escolha, e também pode não ser exclusivo. Quero dizer, não andamos por aí com um odômetro para medir a quantidade de amor que temos por essa ou aquela pessoa. O amor é apenas sentido. Você reconhece o amor quando, após anos sem se verem, reencontra alguém que importa. Reconhece ainda mais, quando percebe que este alguém "se importa" com o que você sente e corresponde aos seus sentimentos, mesmo que de um modo diferente. E quando você teve que calar-se a vida toda a respeito do seu sentimento, mas percebe que, no fundo, a outra pessoa sempre soube e compreende você? Acho que isso também é amor. O amor da continência.
Passei a vida toda amando pessoas. Amei quem merece e amei quem não merecia. Mas acho que cada um destes amores tem a sua importância. Com o tempo, aprendi a valorizar as pessoas que sempre estiveram ao meu lado e me apoiaram quando precisei. No final das contas, acho que o amor é uma questão de decisão. Você precisa decidir manter vivo o sentimento, mesmo contra o tempo e a distância. Assim, com um pouco da ajuda de Deus, da sorte e do universo, mesmo que passemos um tempo distantes, quem sabe a gente reencontra aquele ser especial em alguma volta da vida?